Foi marinheiro e um dos mais notáveis pintores precursores do Impressionismo, ao tentar expor nas suas telas, variações da atmosfera, jogos de luz e cor e a fluidez dos horizontes no mar.
No seio de uma modesta família de marinheiros, Eugène Boudin nasceu em Honfleur, pequeno porto de pescadores da Normandia, no norte da França no dia 12 de Julho de 1824
Estudou alguns anos em Paris com uma bolsa obtida em 1851, antes de se recolher às regiões do litoral francês, em Le Havre, Honfleur ou Trouville, onde veio a se inspirar
.
Em 1865, ao conhecer os óleos e pastéis de Boudin, Baudelaire escreveu, a respeito do artista, frases que mais tarde poderiam ser aplicadas aos impressionistas.
Em 1856/57 Boudin amizade com o jovem Claude Monet, então apenas 18 anos, e convenceu-o a desistir de seus desenhos e caricaturas adolescentes para se tornar um pintor de paisagens, ajudando a incutir nele um amor de tons brilhantes e no jogo da luz na água depois evidente em pinturas impressionistas Monet. Os dois continuaram amigos ao longo da vida e Monet mais tarde prestou homenagem a influência precoce Boudin. Boudin juntou Monet e seus amigos na primeira exposição impressionista em 1874, mas nunca se considerou um radical ou inovador.
Boudin foi marcado pelas suas relações com Johan Jongkind, Jean-François Millet e Jean-Baptiste Camille Corot. Este último costumava chamá-lo de “rei dos céus” pelo tratamento pitórico que dava às nuvens, as nuances de azul e o reflexo que esses fenómenos produziam nas paisagens.
Crescente reputação Boudin permitiu-lhe viajar bastante em 1870. Ele visitou a Bélgica, a Holanda, e no sul da França, e 1892-1895 fazia viagens regulares para Veneza. Ele continuou a exibir nos Salões de Paris, recebendo uma medalha de terceiro lugar no Salão de Paris de 1881, e uma medalha de ouro na Exposição Universal 1889. Em 1892, Boudin foi nomeado cavaleiro da Légion d’honneur, um reconhecimento um pouco tardio de seus talentos e influência sobre a arte de seus contemporâneos.
No final de sua vida, ele voltou para o sul da França como um refúgio de problemas de saúde, e reconhecendo logo que o alívio que poderia dar-lhe quase apagada, ele retornou para sua casa em Deauville, para morrer dentro da vista das águas do Canal e sob os céus Canal tinha pintado com tanta frequência. Eugène Boudin morreu em Deauville, próximo de sua aldeia natal, a 8 de Agosto de1898.
O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro possui em seu acervo vinte quadros de Boudin. Constitui o maior conjunto de obras pertencente a uma instituição pública fora da França. A coleção abarca toda a trajetória artística do pintor, expressando a sua evolução pois corresponde a mais de trinta e cinco anos de produção, desde seus primeiros quadros, amadurecimento e apogeu. O precioso conjunto mostra ainda a temática preferida do artista – paisagens do mar, portos e embarcações, rios e suas margens, campos com animais. Destaca-se o quadro intitulado Lavadeiras nas Margens do Rio Touques, um dos melhores trabalhos de Boudin, verdadeira e encantadora obra prima.
Adquiridas em Paris pelos barões de São Joaquim, José Francisco Bernardes e sua mulher, da aristocracia brasileira ligada ao café, as telas foram por eles doadas ao Museu no ano de 1922.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eug%C3%A8ne_Boudin






























































































