Eugène BOUDIN

Foi marinheiro e um dos mais notáveis pintores precursores do Impressionismo, ao tentar expor nas suas telas, variações da atmosfera, jogos de luz e cor e a fluidez dos horizontes no mar.Boudin_Eugene

No seio de uma modesta família de marinheiros, Eugène Boudin nasceu em Honfleur, pequeno porto de pescadores da Normandia, no norte da França no dia 12 de Julho de 1824

Estudou alguns anos em Paris com uma bolsa obtida em 1851, antes de se recolher às regiões do litoral francês, em Le Havre, Honfleur ou Trouville, onde veio a se inspirarJetty at High Tide, Trouville.

Em 1865, ao conhecer os óleos e pastéis de Boudin, Baudelaire escreveu, a respeito do artista, frases que mais tarde poderiam ser aplicadas aos impressionistas.

Em 1856/57 Boudin amizade com o jovem Claude Monet, então apenas 18 anos, e convenceu-o a desistir de seus desenhos e caricaturas adolescentes para se tornar um pintor de paisagens, ajudando a incutir nele um amor de tons brilhantes e no jogo da luz na água depois evidente em pinturas impressionistas Monet. Os dois continuaram amigos ao longo da vida e Monet mais tarde prestou homenagem a influência precoce Boudin. Boudin juntou Monet e seus amigos na primeira exposição impressionista em 1874, mas nunca se considerou um radical ou inovador.
Boudin foi marcado pelas suas relações com Johan Jongkind, Jean-François Millet e Jean-Baptiste Camille Corot. Este último costumava chamá-lo de “rei dos céus” pelo tratamento pitórico que dava às nuvens, as nuances de azul e o reflexo que esses fenómenos produziam nas paisagens.Escena marina

Crescente reputação Boudin permitiu-lhe viajar bastante em 1870. Ele visitou a Bélgica, a Holanda, e no sul da França, e 1892-1895 fazia viagens regulares para Veneza. Ele continuou a exibir nos Salões de Paris, recebendo uma medalha de terceiro lugar no Salão de Paris de 1881, e uma medalha de ouro na Exposição Universal 1889. Em 1892, Boudin foi nomeado cavaleiro da Légion d’honneur, um reconhecimento um pouco tardio de seus talentos e influência sobre a arte de seus contemporâneos.

No final de sua vida, ele voltou para o sul da França como um refúgio de problemas de saúde, e reconhecendo logo que o alívio que poderia dar-lhe quase apagada, ele retornou para sua casa em Deauville, para morrer dentro da vista das águas do Canal e sob os céus Canal tinha pintado com tanta frequência. Eugène Boudin morreu em Deauville, próximo de sua aldeia natal, a 8 de Agosto de1898.

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro possui em seu acervo vinte quadros de Boudin. Constitui o maior conjunto de obras pertencente a uma instituição pública fora da França. A coleção abarca toda a trajetória artística do pintor, expressando a sua evolução pois corresponde a mais de trinta e cinco anos de produção, desde seus primeiros quadros, amadurecimento e apogeu. O precioso conjunto mostra ainda a temática preferida do artista – paisagens do mar, portos e embarcações, rios e suas margens, campos com animais. Destaca-se o quadro intitulado Lavadeiras nas Margens do Rio Touques, um dos melhores trabalhos de Boudin, verdadeira e encantadora obra prima.Lavadeiras nas Margens do Rio Touques

Adquiridas em Paris pelos barões de São Joaquim, José Francisco Bernardes e sua mulher, da aristocracia brasileira ligada ao café, as telas foram por eles doadas ao Museu no ano de 1922.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eug%C3%A8ne_Boudin

 

Maximilien LUCE

Portrait_de_Maximilien_LuceMaximilien Luce nasceu em 1858 em uma família de classe operária parisiense. Apesar de suas origens modestas, Luce passou a se tornar um dos fundadores do movimento neo-impressionista, juntamente com Camille Pissarro, Georges Seurat e Paul Signac. O neo-impressionistas procuraram aperfeiçoar o estilo impressionista com um método científico de pintura chamado pontilhismo.Maximilien-Luce-Saint-Tropez Além de pintor era também gravurista e suas obras relatavam paisagens e algumas cenas urbanas que mostravam o dia a dia de pessoas comum em seu trabalho. Fazia parte do Groupe de Lagny junto com outros pintores como: Pissarro Lucien, Léo Gausson, Émile-Gustave e Cavallo-Péduzzi
No ano de 1890 o pintor era totalmente ativo em grupos anarquistas juntamente com Camille Pissarro e no ano de 1894 acabou sendo preso por pouco tempo por causa disso. Foi amigo do sueco Ivan Aguéli que estava sempre com ele em todas as situações de sua vida. Maximilien Por volta de 1900 no entanto, Luce se afastou da técnica de pintura pontilhista pequenos pontos de cor pura, em favor de traços mais expressivos e espontânea. Não só o artista se distinguir de seus colegas com uma técnica instintiva menos rígida, mas também pela sua escolha do assunto.
Luce pintou cenas realistas sociais de trabalhadores e pescadores, cenas pacíficas de lazer e paisagens pitorescas e paisagens marítimas. Luce pintou também muitas cenas da I Guerra Mundial onde relatava soldados que lutavam contra os horrores da Grande GuerraLa_Gare_de_l'Est-1917

Faleceu no dia seis do mês de fevereiro do ano de 1941 em Paris.
Obras de Luce são destaque em coleções permanentes de vários museus de renome internacional, incluindo, entre outros, o Museu D’Orsay, em Paris, do Metropolitan Museum, em Nova York, NY, a National Gallery of Art, em Washington, DC, a Galeria Nacional do Canadá, em Ottawa, Ontário, e da Legião de Honra museu em San Francisco, Califórnia.

Fonte: http://br.blouinartinfo.com/galleryguide/291268/313720/artist/360422/bio

Camille PISSARRO

Jacob Abraham Camille Pissarro) foi um pintor francês, co-fundador do impressionismo, e o único que participou nas oito exposições do grupo (1874-1886) camille-pissarroCamille_Pissarro

 

 

 

 

 

 

Nasceu em 10 de julho de 1830 na ilha de St. Thomas, no Caribe Seu pai, Abraham Frederic Gabriel Pissarro, era português criptojudeu de Bragança, que, no final do século XVIII, quando ainda pequeno, emigrara com a sua família para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. A mãe de Camille Pissarro era crioula e tinha o nome Rachel Manzano-Pomie.

Com 11 anos Camille Pissarro foi enviado a Paris para estudar num colégio interno. Voltou para a ilha São Tomás, a fim de tomar conta do negócio da família. Algum tempo depois, a sua paixão pela pintura fê-lo mudar de vida: fez em 1852 amizade com o pintor dinamarquês, Fritz Melbye e a oportunidade de concretizar seu sonho surgiu com um convite para acompanhar uma expedição do Fritz Melbye, enviado pelo governo das Antilhas Dinamarquesas, para estudar a fauna e a flora da Venezuela, onde passou dois anos.

Pissarro conquistou sua liberdade aos 23 anos. Em 1855, ele já estava em Paris com ajuda de Melbye, tentando iniciar sua carreira. O jovem antilhano fascinou-se com as telas de Camille Corot e travou amizade com Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François Daubigny, entre outros pintores impressionistas. Com Monet passou a sair para pintar ao ar livre, em Pontoise e Louvenciennes. Em 1861 casou com Julie Vellay, com quem teve oito filhos.

No decorrer da guerra franco-prussiana (1870-1871), na qual praticamente todos os seus quadros foram destruídos, residiu em Inglaterra. Quando voltou, começou a pintar na companhia de Cézanne. Com o objectivo de descobrir novas formas de expressão, Pissarro foi um dos primeiros impressionistas a recorrer à técnica da divisão das cores através da utilização de manchas de cor isoladas – o seu quadro “The Garden of Les Mathurins at Pontoise” (1876) é um exemplo.60-38 003

 

Les toits rouges, coin du village, effet d'hiverEm 1877 pintou “Les toits rouges, coin du village, effet d’hiver”. Durante os anos 1880 juntou-se a uma nova geração de impressionistas, os “neo-impressionistas”, como Georges Seurat e Paul Signac, pintando em 1881 “Jeune fille à la baguette, paysanne assise” e experimentou com o pontilhismo.

A partir de 1885, militou nas correntes anarquistas, criticando severamente a sociedade burguesa francesa, deixando-nos “Turpitudes Sociales” (1889), um álbum de desenhos. Nos anos 1890 abandonou gradualmente o “neo-impressionismo”, preferindo um estilo mais flexível que melhor lhe permitisse captar as sensações da natureza, ao mesmo tempo que explorou a alteração dos efeitos da luz, tentando também exprimir o dinamismo da cidade moderna, de que são exemplos os vários quadros que pintou com vistas de Paris (“Le Boulevard Montmartre, temps de pluie, après-midi”, 1897), Dieppe, Le Havre e Ruão.

A obra de Pissarro se caracterizou por uma paleta de cores cálidas e pela firmeza com que consegue captar a atmosfera, por meio de um trabalho preciso da luz. Seu material predileto foi o óleo, mas também fez experiências com aquarelas e pastel. A estrutura dos quadros de Pissarro encontra total correspondência na obra de Cézanne, já que foi mútua a influência entre ambos. Como professor teve como alunos Paul Gauguin e seu filho Lucien Pissarro. Ao jovem Gauguin aconselhou a utilização das cores – esses conselhos surtiram efeito e Gauguin começa a utilizar a cor no seu estado puro.

Le_verger_(The_Orchard),_1872Durante seus últimos anos, realizou várias viagens pela Europa, em busca de novos temas. Hoje é considerado um dos paisagistas mais importantes do século XIX. Os seus trabalhos mais conhecidos são “Le Verger”, “Les châtaigniers à Osny” e “Place du Théâtre Français”. Les châtaigniers à Osny

 

 

Faleceu em 13 de novembro de 1903. Encontra-se sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, Paris na França.

 

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Camille_Pissarro

Eliseu VISCONTI

Autorretrato_-_1902 Eliseu_Visconti Eliseu d’Angelo Visconti foi um pintor, desenhista e designer ítalo-brasileiro ativo entre os séculos XIX e XX. É considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do período e o mais expressivo representante da pintura impressionista no Brasil.

Nascido na região italiana da Campânia em Giffoni Valle Piana no dia  30 de julho de 1866, em 1873 imigra com sua irmã Marianella para o Brasil, indo diretamente para a fazenda de propriedade de Luiz de Souza Breves, o barão de Guararema, em Além Paraíba. A profunda afeição da Baronesa pelo pequeno Eliseu coloca-o ainda jovem estudando no Rio de Janeiro. Após um frustrado início na música, ingressa em 1883 no Liceu de Artes e Ofícios. Dois anos depois, sem abandonar o Liceu, matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes , tendo como professores Zeferino da Costa , Rodolfo Amoedo, Henrique Bernardelli, Victor Meirelles e José Maria de Medeiros.

Em 1890, Visconti acompanha o grupo dos “modernos”, formado por professores e alunos que se rebelam contra as normas de ensino e abandonam a Academia de Belas Artes para fundar o “Ateliê Livre”. Aprovadas as reformas pelo governo republicano, a Academia transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes. Visconti volta a freqüentá-la e, após concurso, recebe em 1892 o primeiro prêmio de viagem ao exterior concedido pela República, viajando no ano seguinte para a França. Aprovado no processo de admissão da École nationale supérieure des beaux-arts, abandona essa conservadora Escola ainda em 1894 e inscreve-se na École normale d’enseignement du dessin (École Guérin), onde foi aluno de Eugène Samuel Grasset, considerado uma das mais destacadas expressões do Art Nouveau. Frequenta também a Academia Julian, tendo como mestres Bouguereau e Ferrier. De temperamento inquieto e espírito aberto às inovações, Visconti mostra, em importantes trabalhos do período de sua formação na França, influências dos movimentos simbolista, impressionista e art-nouveau. Viaja a Madri para cumprimento de suas tarefas de bolsista, onde realiza cópias de Diego Velázquez, absorvendo soluções para os efeitos de reflexão da luz natural, mais tarde utilizadas em alguns de seus trabalhos. Na capital francesa, expõe consecutivamente nos salões de arte e, após receber Medalha de Prata na Exposição Universal de 1900 por suas obras Oréadas e Gioventù, Visconti regressa ao Brasil. Naquele momento, não foi possível trazer consigo a jovem francesa Louise Palombe, companheira desde 1898 e com quem Visconti ficaria casado pelo resto de sua vida. Louise se tornaria figura marcante e inspiradora da obra de Visconti.

Em 1901, Visconti organiza sua primeira exposição individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. A  incursão de Visconti pelo design incluiu ainda cartazes, cerâmicas, tecidos, papéis de parede, vitrais e luminárias.

Em junho de 1906, Visconti foi eleito para substituir Henrique Bernardelli na primeira cadeira de Pintura da antiga Escola Nacional de Belas Artes, cargo que só veio a assumir no ano seguinte, e no qual permaneceu até 1913, quando pediu exoneração para retornar à Europa e realizar a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Após sua volta definitiva ao Brasil, em 1920, outra luminosidade e outras cores exerceriam influência sobre ele, levando-o a criar um impressionismo próprio, retratado em suas paisagens de Teresópolis, cheias de atmosfera luminosa e transparente, de radiosa vibração tropical.

Após 1920, a fluência nas diversas técnicas e a maestria com que administra o uso das cores associado aos efeitos de luz tornam-se uma característica das telas de Visconti. Participa do processo de contínua modernização urbana da cidade do Rio de Janeiro, executando importantes decorações para a Biblioteca Nacional, para o Palácio Tiradentes e para o Palácio Pedro Ernesto. Acompanha com interesse os acontecimentos da Semana de Arte Moderna, para a qual não foi convidado. Pietro Maria Bardi comentaria: “Esqueceram o único realmente moderno de sua época, que era Visconti”..

Trabalhador incansável e artista de vanguarda, Visconti produziu obra de valor universal, utilizando como instrumental, ao longo de suas diversas fases, técnicas e influências naturalistas, renascentistas, realistas, pontilhistas, impressionistas e neo-realistas. Prosseguiria Eliseu Visconti na busca incansável pelo novo, evoluindo em sua técnica e desconhecendo estágios de decadência. Entretanto, três meses após ser golpeado na cabeça em um assalto ao seu ateliê em Rio de janeiro , falece o artista em 15 de outubro de 1944, aos 78 anos de idade. A atualidade de Visconti permanece, retratada em obras com tal grau de versatilidade que, se o colocaram como o mais expressivo representante do impressionismo e como pioneiro do nosso design, revelam sua capital importância dentre os artistas que anteciparam a modernização da arte brasileira.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliseu_Visconti

 

Pierre- August RENOIR

“Para mim, um quadro deve ser algo agradável, alegre e bonito.

Há muitas coisas bastante feias na vida

para que não nos ajuntemos a elas.”

 Renoir nasceu em Limoges em 25 de fevereiro de 1841. Seu pai, Léonard, era alfaiate e sua mãe, Marguerite, costureira. Eram uma família de classe média e em 1844, mudaram-se para Paris para tentar uma vida melhor. Renoir estudou até os 13 anos, depois começou a trabalhar em uma fábrica de porcelana dos Irmãos Lévy onde pintava buquês e flores em artigos de porcelana. Ficou na fábrica até os 17 anos e depois foi trabalhar para M. Gilbert pintando temas religiosos vendidos a missionários e pintou em leques e tecidos que eram mais bem remunerados na época e que lhe permitiu juntar algumas economias.

Em 1862 após juntar dinheiro com seu trabalho, Renoir realiza seu sonho: aos 21 anos muda-se pra Parìs e entra para a École des Beaux-Arts de Paris (“Escola de belas artes”). Entrou também para o ateliê de Charles Gleyre. Assistindo às aulas no ateliê, além de aperfeiçoar a sua técnica, conquistou a amizade de Alfred Sisley, Monet e Bazille, com quem compartilhou dias de muita conversa e teorização em Paris e de árduo trabalho em Argenteuil, pintando ao ar livre.

Em 1863, Renoir abandonou a École des Beaux-Arts e passou a pintar ao ar livre em Fontainebleau. A sua primeira obra A Esmeralda entrou para o Salão em 1864, com ela Renoir conseguiu um certo sucesso. Porém após a exposição, Renoir destruiu-a. Em 1865, Renoir e seus amigos tornaram-se próximos de Monet depois, ele conseguiu uma certa noteriedade após expor as suas obras “Almoço na Relva” e “Olympia”.

Com a guerra franco-prussiana, seus amigos pintores dispersaram-se e Renoir passou a se hospedar constantemente na casa do amigo Jules Le Couer. Foi na casa de Le Couer que Renoir conheceu Lise Trèhot que passou a ser sua modelo preferida durante um certo tempo. Entre as obras de destaque que Lise posou estão: “Mulher com a sombrinha” (de 1867), “A jovem Cigana” (de 1868) e seu último quadro como modelo que foi “Mulher com periquito” (de 1871).

Lise com a sombrinha é considerada sua primeira obra de destaque. Lise pousou para a tela em Fontainebleau entre as folhagens de uma floresta. Com um vestido todo branco onde poderia apreciar-se os jogos de luz e sombra. A obra era inspirada em Coubert. Apesar do relativo sucesso da obra na ocasião, Renoir atravessava dificuldades financeiras. Em 1869 morava com Lise, de dezanove anos, na casa de seus pais.

Em 1870, Renoir se alistou na cavalaria para lutar na guerra franco-prussiana, mas deu baixa um ano depois por causa de uma doença. Neste mesmo ano, morreria na guerra seu amigo Bazille.

Período Impressionista

Entre 1870 à 1883, Renoir entra em seu período impressionista. Pinta várias paisagens mas suas obras são mais caracterizada ao retratar a vida social urbana.

No salão de 1872, ele expôs a tela “Mulheres parisienses vestidas como Argelinas” no Salão Oficial o que lhe conferiu grande sucesso. No ano seguinte, Renoir alugaria um apartamento em Montmartre onde pintou duas obras famosas: “O camarote” e “A bailarina”. Em 1873, junto aos seus amigos impressionistas, Renoir expôs suas obras em um salão alternativo ao Salão Oficial de Paris que foi um fracasso. Neste salão alternativo, Renoir vendeu seu quadro “O camarote” por 425 francos.

No ano de 1875, Renoir vendeu “O passeio” por 1.200 francos. Com o dinheiro ele pode alugar um prédio maior em Montmartre onde ele pintou várias obras. Em 1876, Renoir pintou várias obras famosas: “Nu ao sol”, “O balanço” e “Le moulin de la galette”. A obra “Le moulin de la galette” foi exposto no terceiro salão alternativo dos impressionistas e trouxe-lhe grande reputação.

Período seco

Em 1881, Renoir passaria a buscar novas inspirações. Primeiro foi à Argélia depois à Itália. Na Itália, Renoir conheceu os grandes centros: Milão, Roma, Veneza, Nápoles. O que mais lhe impressionou na viagem foi ver de perto as obras de Rafael.

A viagem foi uma inspiração para buscar mais consistência em sua obra tentou tornar-se um artista em grande estilo renascentista. As figuras de suas obras tornaram-se mais imponentes e formais, e muitas vezes abordou temas da mitologia clássica. O contorno de seus personagens tornaram-se mais precisos, formas desenhadas com mais rigor e cores mais frias.

“”Por volta de 1883, eu tinha esgotado o Impressionismo e finalmente chegado à conclusão de que não sabia pintar nem desenhar.— Renoir

Além de Rafael, Renoir foi influenciado pela obra de Ingres, pintor neoclássico, que admirava e defendia em debates com os amigos impressionistas.

Esse novo período em sua arte, de 1883 a 1887, ficou conhecido como período seco. Nesta nova fase não houve mais espaço para pintura ao ar livre.

Renoir começaria a realizar estudos do qual surgiria uma de suas grandes obras: “As grandes banhistas” que só ficou pronta em 1887.

Período Iridescente

Chamada pelo pintor de período iridescente, a partir de 1889 Renoir mudaria novamente de estilo. Era uma fase de recuperação da liberdade da juventude. Em 1890, ele pintou “Duas meninas colhendo flores” e “No prado”. Passou também a pintar muitos nus e retratos (ainda uma das maiores fontes económicas do pintor).

Em 1894, Renoir teve mais um filho, Jean Renoir, que se tornaria um grande cineasta francês cuja maiores obras seriam A grande Ilusão e A Regra do jogo. Em 1901, Renoir e Aline tiveram mais um filho, Claude, apelidado de Coco.

Em 1903, Renoir ao piorar da artrite mudou-se para Cagnes. Passou a retratar Gabrielle, jovem contratada para servir seus pequenos filhos.

Sentindo cada vez mais dificuldades para segurar os pincéis e acabou tendo que amarrá-los às mãos. Começou também a esculpir, na esperança de poder expressar seu espírito criativo através da modelagem, mas até para isso ele precisou de ajuda, que veio na forma de dois jovens artistas, Richard Gieino e Louis Morel, que trabalhavam segundo suas instruções.

Apesar das graves limitações físicas, Renoir continuou trabalhando até o último dia de sua vida. Em 1908, ele pintou sua versão para “O julgamento de Paris”.

Aline morreu em 1915 e Renoir  em Cagnes-sur-Mer, no dia 3 de dezembro de 1919 aos 78 anos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Auguste_Renoir

IMPRESSIONISMO: O nascimento da arte moderna

Foi um movimento artístico que surgiu na França ,durante o período conhecido como a “belle époque” ( século XIX ) é considerado o marco inicial da arte moderna.
A estória que  conta suas origens é bem interessante:

“Os pintores da Academia Real Francesa expunham seus trabalhos no Salão, que era uma instituição muito antiga que emprestara seu nome do Salon Carré Du Louvre”. Em 1791 ao ser aberto para todos os artistas surgiram grupos muito polêmicos, que não foram aceitos. Impossibilitados de exporem suas obras, os “recusados” passam a realizar exposições próprias.


Faziam parte do grupo dos recusados: Claude Monet , Édouard Manet, na realidade um percursor da tendência,  August Renoir ,Alfred Sisley, Edgar Degas e Camile Pissarro .

Na exposição de no Salão dos Recusados, os críticos, formado pela burguesia, não reconhecem os valores inovadores, preferindo manter a segurança oferecida pelo do tradicional e acadêmico.
Na exposição de 1874, Edmond Renoir, irmão do pintor Auguste Renoir, dá o nome à tela “Impressão: Nascer do Sol”, de Claude Monet. Foi então que o crítico Louis Leroy (1812-1885) escreveu no “Charivari”, publicação política, literária e satírica popular:
: “Selvagens obstinados, não querem por preguiça ou incapacidade terminar seus quadros. Contentam-se com uns borrões que representam suas impressões. Que farsantes! Impressionistas!”.
Surge assim o nome daquele movimento: Impressionismo. O nome carregava um cunho pejorativo. Não é, entretanto, uma denominação de todo equivocada. “No título de sua obra, Monet indicava claramente seu propósito de traduzir na pintura seu próprio sentimento, antes de representar uma paisagem determinada.”
Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as variações de cores da natureza.
Orientações gerais que caracterizam a pintura impressionista:
•    a pintura deve mostrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol;
•    é também com isto uma pintura instantânea(captar o momento), recorrendo, inclusivamente à fotografia;
•    as figuras não devem ter contornos nítidos pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural do quadro passando a ser a mancha/cor;
•    as sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena;
•    os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim um amarelo próximo a um violeta produz um efeito mais real do que um claro-escuro muito utilizado pelos academicistas no passado. Essa orientação viria dar mais tarde origem ao  pontilhismo;
•    as cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura de pigmentos. Pelo contrário,devem ser puras e dissociadas no quadro em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se tornar óptica;
•    preferência pelos pintores em representar uma natureza morta do que um objeto;
•    Uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas;
•    Valorização de decomposição das cores;
•    As sombras devem ser luminosas e coloridas;

 

Artistas impressionistas

Oscar-Claude Monet
nasceu em Paris, em 1840 e morreu em Giverny, em 1926. Foi o mais célebre entre os pintores impressionistas.

Berthe Marie Poline Morisot
nasceu em Cher, em 1841 e morreu em Paris, em 1895. Foi a primeira mulher a juntar-se ao grupo dos impressionistas franceses.

Jacob Camille Pissarro
nasceu e morreu em Paris ( 1830 – 1903). Foi co-fundador do impressionismo, e o único que participou de todas as exposições do grupo.

Pierre-Auguste Renoir
nasceu em Limoges, em 1841e morreu em Cagnes-sur-Mer, em 1919). Foi um dos mais importantes e mais apreciados nomes do movimento impressionista.

Edgard Degas
nasceu e morreu em Paris, (1834 -1917) foi um foi um gravurista, pintor e escultor francês. Embora seja muito conhecido pelas suas pinturas, majoritariamente de carisma impressionista, é igualmente relembrado como gravurista.  e escultor .

Alfred Sisley
nasceu nasceu em Paris, em 1839 e morreu em Moret-sur-Loing, em 1899. Pintor de ascendência britânica, distinguiu-se do grupo pela limpidez de suas paisagens.

Édouard Manet
nasceu e morreu  emParis, 1832 -1883,

Fonte: http://www.angelfire.com/pa/genesis4/impressionismo.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Impressionismo